Quem sou eu

Minha foto
Todos nós vivemos em nosso próprio mundo, mas se você olhar para o céu estrelado, verá que todos esses mundos diferentes se combinam, formando constelações, sistemas solares, galáxias.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Quando a angústia, a preocupação ou a incerteza me batem à porta não lhes abro a porta.
Como a todos, elas também gostam de me visitar.
Às vezes batem de leve, outras vezes batem com violência, outras insistem um pouco, outras parece que não querem largar a porta mais parece quererem arrombá-la.
Mas eu, na minha teimosia, não lhes abro a porta.
Não porque seja melhor que os outros, mas porque não aconteceu e entendo que tenho feito bem. Às vezes a casa treme, os vidros parecem querer estourar, o telhado vê-se ameaçado, a chaminé silva como em dia de ventania.
Às vezes dá vontade de abrir a porta e fugir para longe para não ter que viver debaixo do mesmo tecto que elas.
Mas não!
Não fujo e não abro a porta.
Depois, percebo sempre que valeu a pena.
Deus manda-me uma visita suave, prestável, disponível, como uma bengala para que me apoie na fragilidade deixada pela ventania da angústia que queria entrar, da preocupação que queria instalar-se, da incerteza que queria dominar.
Pode ficar a fragilidade mas não fica nenhuma delas em mim porque não lhes abro a porta.
Deus manda-me sempre uma bengala para apoiar essa fragilidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário