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Todos nós vivemos em nosso próprio mundo, mas se você olhar para o céu estrelado, verá que todos esses mundos diferentes se combinam, formando constelações, sistemas solares, galáxias.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Baseada nas informaçoes que venho pesquisando nos ultimos dias, finalizo dizendo que somos uma grande obra da nossa imaginação.
E afirmo com algumas lágrimas, confesso, pois o chão em que piso agora não é meu, daqui nada possuo e daqui nada posso dar.
O maior sofrimento que carregamos dentro de nossas crenças é justamente a ideia de poder.
Possuir uma realidade criada, podendo nela existir qualquer, infinitamente qualquer coisa que desejarmos.
O poder que o homem traz muito antes de ser.
Admito que para mim, poder vem antes de ser apenas na ordem alfabética...
Durante dezenove anos e alguns meses, venho descobrindo que minha vida criei em busca de conhecimento, preciso agora aprender a conhecer sem necessariamente viver a lição.
Onde encontro dificuldade é realmente admitir que hoje inicio um novo ciclo, uma nova fase, sei que novos horizontes me esperam, e tenho medo...
Medo que sempre tive de esquecer quem sou, de mudar ao limite de deixar para trás quem de mim, trouxe-me até aqui.
Há um tempo depositava esse medo nas pessoas que me cercavam, pensando ser elas a quem nao deveria abandonar.
Pessoas nao sao coisas que podemos jogar fora.
Devemos separá-las, reciclá-las, torná-las mais belas que um dia foram, ou não.
Algumas não sofrem processo de mutação, nascem brancas e assim não se permitem tingir.
Nem com novas cores, são brancas pois sua clareza as isenta de palavras, são brancas apenas, não colorem, são brancas e o branco não se transforma em nenhuma outra cor...
Conhece o amarelo, é amigo do azul, adora o verde, mas aquilo que é branco será sempre branco, sei porque conheco o lado branco, quando o conheci possuía eu muitas cores, e todas elas se transformavam em metálicos, dando brilho ao meu redor.
Mas o branco escureceu-me, tão negro quanto as nuvens carregadas de lágrimas que chovem agora em minha porta...
De meu rosto não caem gotas, mas minha alma está imersa nessa tristeza que a chuva me traz.

Mas o que escrevo é algo que crio, surpreendentemente trazem realidade à minha imaginação...

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